Democracia, República e Liberdade
by King Wyrd Albiorix Dclxvi on Tuesday, April 17, 2012 at 2:51pm
A partir de hoje, irei postar fragmentadamente algumas idéias minhas acerca do mundo que nos rodeia. Idéias essas que não intuem manter algum segmento acadêmico e/ou veracidade histórica. São opiniões, deduções e reflexos pessoais traduzidos em palavras. Se por acaso sentir-se representado(a) por elas, sentirei-me honrado em debatê-las...
Democracia, República e Liberdade:
Primeiramente eu gostaria de abordar a grande diferença entre essa pseudodemocracia que vivemos e a verdadeira liberdade. De onde ela veio, o porquê é tão falha?
Quando os gregos inventaram a tal da democracia, ela servia apenas para favorecer seus parcos cidadãos (média de 60 mil), por meio de uma assembléia. Essa democracia envolvia apenas os que eram considerados cidadãos – Atenienses alfabetizados com mais de 20 anos.
Com a República, os Romanos encontraram uma maneira de evitar o absolutismo monárquico e também o ditatorialismo de seus generais, resguardando assim o interesse do senado (considerados representantes do “povo”).
Na idade média temos a tão afamada igreja e a monarquia como unidade de governo. Um mega teatro de como se manter o poder, baseado em mentiras, prostração e legitimação da ignorância.
Entramos agora no “Renascimento”, uma franca rebelião contra toda a estagnação a qual a sociedade europeia fora submetida em todos os anos de repressão e servidão. Com ele o ser humano buscou a revalorização da antiguidade clássica e a remodelação de todos os sistemas políticos, econômicos, artísticos e religiosos de até então. Jorravam artistas, pensadores, revolucionários e esperanças acerca de uma nova Europa e um novo mundo. Obviamente toda essa mudança ocorreu mediante muitas lutas, guerras e derramamento de sangue, uma vez que as estruturas governamentais e religiosas estavam tão arraigadas e intimamente incrustadas nas pessoas, que impossibilitou assim qualquer transformação que não fosse apenas de cunho superficial.
Dando sequência e paralelamente adentrando os séculos XV, XVI, XVII e XVIII temos a Idade Moderna. Marcada pela transição do Feudalismo para o Capitalismo, os europeus atingem o apogeu da exploração e da violência. Expandem seus domínios para além-mar e buscam impor sua cultura por onde passam. Como já visto anteriormente, no decorrer da história da humanidade, povos e nações são escravizadas, exploradas, massacradas em prol do que era considerado “civilizado” e divino.
São as trevas do Iluminismo travestidas de luz, que se abatem sobre o mundo.
Eis aqui que temos as grandes revoluções (Revolução Francesa, Industrial...), que basicamente constituem o que conhecemos como sociedade na atualidade. Sistemas políticos, econômicos e religiosos são revisados, reconstruídos e aprimorados com a finalidade de se dar manutenção ao poder, favorecer as elites e obviamente subjulgar as grandes massas mediante o controle imposto pelas leis e seus derivados. Aqui consolidamos o sistema capitalista atual, os grandes avanços tecnológicos, as unificações das nações, neocolonialismo, as grandes guerras, etc...
Por que listar todos esses acontecimentos? Porque eles resumidamente nos mostram de onde vêm nossos sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos. E também nos mostra onde nos encontramos intelectualmente falando.
Hoje o Brasil é o país mais Católico do mundo, onde abundam religiões das mais variadas espécies. Religiões essas sincréticas, que nascem dia após dia e afirmam a debilidade do ser humano, que busca através das mesmas preencher o vazio existencial de suas vidas. E o que isso tem haver com democracia, república e liberdade? Simplesmente tudo!
Uma pessoa que “abdica” de si, que deixa seu destino nas mãos de uma divindade hipotética, e que em suma busca por uma suposta salvação, poderá ser responsável por seus próprios atos? Claro que não!
Devido a isso, temos um senso de que o Governo deve prover, o Governo isso, o Governo aquilo... O que seria esse Governo senão a nossa própria vontade manifesta? Nossos próprios interesses? Pelo menos é o que deveria ser. Mas não é. Nossa democracia hoje é apenas uma máscara, é a manutenção do molde político-econômico-religioso que vigora há séculos. Elite no comando, rica. Plebe proletária, pobre.
Enquanto estivermos sob o jugo desses políticos corruptos (eleitos pela própria população) e “acreditarmos” nesse molde socioeconômico, estaremos condenados a reproduzir tudo o que a história nos cansa de mostrar todos os dias...
Uma nação com a história do Brasil, originada por tantas guerras, lutas religiosas, diversidade étnica, exploração nefasta e covarde não deveria ser regida por uma regra tão elementar.
Esse governo republicano-democrático que existe é uma farsa, uma mescla perfeita da imposição política através da lei, imposição econômica através dos processos e modos de produção e da religião preponderante.
E onde entra a verdadeira liberdade?
A liberdade pode ser caracterizada como um “estado de espírito” ou melhor, mental. Como conceituá-la? Entendo que ser livre, é ser emancipado física, mental e “espiritualmente”. Para isso, é necessário um aprimoramento intelectual, uma dissociação desse molde fordista, taylorista, escravista, consumista que permeia nosso planeta. É necessário pensar por si mesmo e ter responsabilidade por seus próprios atos. Assumir as rédeas do seu destino, lutar pelo que se acredita, todos os dias, com transparência, a todo momento, custe o que custar.
Como tornar-se livre nesse mundo cheio de regras, imposições, dogmas e principalmente gente? Passe a criticar tudo que o(a) rodeia (criticar não é simplesmente maldizer). É discordar, revisar, aprimorar, discutir. Não aceite que lhe digam o que fazer simplesmente por fazer. Não ache que o certo é certo simplesmente porque está escrito nos anais da história. Lute, questione, pergunte, busque, reflita... Invista em si mesmo!
O caminho para essa liberdade é árduo, cheio de dissabores, armadilhas e decepções. Ele é a via da iluminação no sentido Luciferiano, “uma descida aos infernos”.
Quando muitas vezes reflito sobre tudo isso, me recordo das sociedades consideradas primitivas, “bárbaras”... E nesse recordar, penso em como seria bom “retroceder” no tempo. Quantas coisas que eles nos legaram e que foram deixadas para trás...
Muitos dizem que não gostam de política, que não gostam de economia, história, cultura, etc... Na verdade mal sabem quão interligadas estão todas essas questões. E aqui se dá a Epítome da Liberdade... A de saber quem somos e para onde vamos.
Continua...
By K.W.V.A.
"The rules in life are not to be found in Korans, Bibles, Decalogues and Constitutions, but rather the rules of decadence and death. The "law of laws" is not written in Hebrew consonants or upon tables of brass and stone, but in every man's own heart. He who obeys any standard of right and wrong, but the one set up by his own conscience, betrays himself into the hands of his enemies, who are ever laying in wait to bind him to their millstones."

