terça-feira, 8 de maio de 2012

Democracia, República e Liberdade

Democracia, República e Liberdade

by King Wyrd Albiorix Dclxvi on Tuesday, April 17, 2012 at 2:51pm


A partir de hoje, irei postar fragmentadamente algumas idéias minhas acerca do mundo que nos rodeia. Idéias essas que não intuem manter algum segmento acadêmico e/ou veracidade histórica. São opiniões, deduções e reflexos pessoais traduzidos em palavras. Se por acaso sentir-se representado(a) por elas, sentirei-me honrado em debatê-las...
Democracia, República e Liberdade:
Primeiramente eu gostaria de abordar a grande diferença entre essa pseudodemocracia que vivemos e a verdadeira liberdade. De onde ela veio, o porquê é tão falha?
Quando os gregos inventaram a tal da democracia, ela servia apenas para favorecer seus parcos cidadãos (média de 60 mil), por meio de uma assembléia. Essa democracia envolvia apenas os que eram considerados cidadãos – Atenienses alfabetizados com mais de 20 anos.
Com a República, os Romanos encontraram uma maneira de evitar o absolutismo monárquico e também o ditatorialismo de seus generais, resguardando assim o interesse do senado (considerados representantes do “povo”).
Na idade média temos a tão afamada igreja e a monarquia como unidade de governo. Um mega teatro de como se manter o poder, baseado em mentiras, prostração e legitimação da ignorância.
Entramos agora no “Renascimento”, uma franca rebelião contra toda a estagnação a qual a sociedade europeia fora submetida em todos os anos de repressão e servidão. Com ele o ser humano buscou a revalorização da antiguidade clássica e a remodelação de todos os sistemas políticos, econômicos, artísticos e religiosos de até então. Jorravam artistas, pensadores, revolucionários e esperanças acerca de uma nova Europa e um novo mundo. Obviamente toda essa mudança ocorreu mediante muitas lutas, guerras e derramamento de sangue, uma vez que as estruturas governamentais e religiosas estavam tão arraigadas e intimamente incrustadas nas pessoas, que impossibilitou assim qualquer transformação que não fosse apenas de cunho superficial.
Dando sequência e paralelamente adentrando os séculos XV, XVI, XVII e XVIII temos a Idade Moderna. Marcada pela transição do Feudalismo para o Capitalismo, os europeus atingem o apogeu da exploração e da violência. Expandem seus domínios para além-mar e buscam impor sua cultura por onde passam. Como já visto anteriormente, no decorrer da história da humanidade, povos e nações são escravizadas, exploradas, massacradas em prol do que era considerado “civilizado” e divino.
São as trevas do Iluminismo travestidas de luz, que se abatem sobre o mundo.
Eis aqui que temos as grandes revoluções (Revolução Francesa, Industrial...), que basicamente constituem o que conhecemos como sociedade na atualidade. Sistemas políticos, econômicos e religiosos são revisados, reconstruídos e aprimorados com a finalidade de se dar manutenção ao poder, favorecer as elites e obviamente subjulgar as grandes massas mediante o controle imposto pelas leis e seus derivados. Aqui consolidamos o sistema capitalista atual, os grandes avanços tecnológicos, as unificações das nações, neocolonialismo, as grandes guerras, etc...
Por que listar todos esses acontecimentos? Porque eles resumidamente nos mostram de onde vêm nossos sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos. E também nos mostra onde nos encontramos intelectualmente falando.
Hoje o Brasil é o país mais Católico do mundo, onde abundam religiões das mais variadas espécies. Religiões essas sincréticas, que nascem dia após dia e afirmam a debilidade do ser humano, que busca através das mesmas preencher o vazio existencial de suas vidas. E o que isso tem haver com democracia, república e liberdade? Simplesmente tudo!
Uma pessoa que “abdica” de si, que deixa seu destino nas mãos de uma divindade hipotética, e que em suma busca por uma suposta salvação, poderá ser responsável por seus próprios atos? Claro que não!
Devido a isso, temos um senso de que o Governo deve prover, o Governo isso, o Governo aquilo... O que seria esse Governo senão a nossa própria vontade manifesta? Nossos próprios interesses? Pelo menos é o que deveria ser. Mas não é. Nossa democracia hoje é apenas uma máscara, é a manutenção do molde político-econômico-religioso que vigora há séculos. Elite no comando, rica. Plebe proletária, pobre.
Enquanto estivermos sob o jugo desses políticos corruptos (eleitos pela própria população) e “acreditarmos” nesse molde socioeconômico, estaremos condenados a reproduzir tudo o que a história nos cansa de mostrar todos os dias...
Uma nação com a história do Brasil, originada por tantas guerras, lutas religiosas, diversidade étnica, exploração nefasta e covarde não deveria ser regida por uma regra tão elementar.
Esse governo republicano-democrático que existe é uma farsa, uma mescla perfeita da imposição política através da lei, imposição econômica através dos processos e modos de produção e da religião preponderante.
E onde entra a verdadeira liberdade?
A liberdade pode ser caracterizada como um “estado de espírito” ou melhor, mental. Como conceituá-la? Entendo que ser livre, é ser emancipado física, mental e “espiritualmente”. Para isso, é necessário um aprimoramento intelectual, uma dissociação desse molde fordista, taylorista, escravista, consumista que permeia nosso planeta. É necessário pensar por si mesmo e ter responsabilidade por seus próprios atos. Assumir as rédeas do seu destino, lutar pelo que se acredita, todos os dias, com transparência, a todo momento, custe o que custar.
Como tornar-se livre nesse mundo cheio de regras, imposições, dogmas e principalmente gente? Passe a criticar tudo que o(a) rodeia (criticar não é simplesmente maldizer). É discordar, revisar, aprimorar, discutir. Não aceite que lhe digam o que fazer simplesmente por fazer. Não ache que o certo é certo simplesmente porque está escrito nos anais da história. Lute, questione, pergunte, busque, reflita... Invista em si mesmo!
O caminho para essa liberdade é árduo, cheio de dissabores, armadilhas e decepções. Ele é a via da iluminação no sentido Luciferiano, “uma descida aos infernos”.
Quando muitas vezes reflito sobre tudo isso, me recordo das sociedades consideradas primitivas, “bárbaras”... E nesse recordar, penso em como seria bom “retroceder” no tempo. Quantas coisas que eles nos legaram e que foram deixadas para trás...
Muitos dizem que não gostam de política, que não gostam de economia, história, cultura, etc... Na verdade mal sabem quão interligadas estão todas essas questões. E aqui se dá a Epítome da Liberdade... A de saber quem somos e para onde vamos.
Continua...
By K.W.V.A.

 
"The rules in life are not to be found in Korans, Bibles, Decalogues and Constitutions, but rather the rules of decadence and death. The "law of laws" is not written in Hebrew consonants or upon tables of brass and stone, but in every man's own heart. He who obeys any standard of right and wrong, but the one set up by his own conscience, betrays himself into the hands of his enemies, who are ever laying in wait to bind him to their millstones."

Música e Ocultismo no Século XXI

Música e Ocultismo no Século XXI

by King Wyrd Albiorix Dclxvi on Monday, April 23, 2012 at 5:36pm

Século XXI mais precisamente 08 de novembro do ano de 2008 E.V.1
Hoje mais do que nunca sentimos na pele o contexto perturbador, inóspito e desolador em que vivemos. Mais do que nunca o pessimismo e a inexorabilidade percorrem a mente de milhões de pessoas causando uma insatisfação e constante angústia, que acaba por se refletir nas mais variadas manifestações culturais/artísticas e até mesmo religiosas.
Mais do que nunca o homem se vê cercado de questionamentos, tão antigos quanto sua origem, indissolúveis e que em grande parte ainda permanecem inalterados.
Mediante a um crescimento desenfreado, caótico, superficial e ignóbil, caminhamos rumo a nossa própria extinção e de nosso planeta. Consumindo e destruindo os parcos recursos naturais que ainda nos restam e que logo em breve serão eliminados pela ignorância e bestialidade humana.
Apesar de inseridos nesta mesma situação apocalíptica, muitas pessoas imbuídas de uma visão de mundo diferenciada da grande massa, buscam através de sua individuação uma perspectiva mais plena e encontram nas manifestações artísticas, intelectuais e religiosas este aparato libertário. Elas trabalham de maneiras variadas a expressão e seus universos pessoais, muitas vezes num contexto póstumo, isolado e obscuro. Isso é ainda mais freqüente quando tratamos de cultura “underground” que acaba por envolver uma mentalidade aguçada, crítica e revolucionária...
Assim sendo, temos na música um veículo da mente subconsciente, atuando sobre esferas sutis, principalmente quando praticada por seres versados no ocultismo, como é o caso de alguns projetos e bandas existentes, tanto em nosso país como no restante do mundo.
Através de um entendimento mais apurado musicalmente, podemos definir determinados sons em distâncias conhecidas como intervalos2. Este intervalo é medido por tons e/ou semitons e fragmenta uma fundamental que comumente chamamos tônica em diversas variantes (2ªs, 3ªs,4ªs...). Um claro exemplo disso poderia se dar através da nota “C” (Dó)... Temos a fundamental C subdividindo-se em C#3 (2ª menor), D (2ª maior), D# (3ª menor), E (3ª maior), F (4ª justa), F# (4ª aumentada), G (5ª justa), G# (5ª aumentada), A (6ª maior), A# (6ª aumentada), B (7ª maior), B# (7ª aumentada), C (8ª justa).
O estudo da harmonia musical consiste justamente na utilização de escalas4 musicais, que são construídas visando uma sonoridade específica, através destes mesmos intervalos. Dentre estas teremos as maiores e menores (menor natural, menor harmônica e menor melódica)... Através do contexto criado por uma determinada sonoridade (progressão harmônica), podemos induzir à estados alterados de consciência onde a mente trabalha em frequências diferenciadas e eficientes na concepção de pensamentos, direcionamento de energias e da vontade. A escala de C (Dó maior) tomada como exemplo é constituída das seguintes notas: C D E F G A B.
Os mantras hindus sempre foram utilizados com este intuito (sigilização e alteração consciencial). Através da meditação e entoação de determinada “nota” musical somos capazes de elevar a mente consciente para além dos cinco sentidos ou empirismo...
Cada nota pode ser então relacionada a um determinado centro vital/chakra5 e assim obter um efeito específico dentro do organismo humano e fora dele(soma6, mente, corpo astral, energia, sensações). Se empregada com eficácia, a música (instrumento musical, voz, sonoridade) também poderá abrigar alguma forma de sigilo (palavras de poder, pictogramas) e ser usada em rituais, meditações, curas e encantamentos.
Cientificamente nada disso é comprovado e talvez tão cedo nem venha a ser, neste caso, como em inúmeras correntes de pensamento ocultista e holístico vale a experiência pessoal, para que possamos atestar estes fenômenos.
Irei atribuir algumas características e notas musicais aos 7 centros vitais/chakras do organismo humano:
  • Chakra Coronário – Sarashara (7º Chakra: Localizado na parte alta da cabeça/Nota Musical B “Si”, Cores Branco, Dourado e Violeta); Funções: Ligação com energias sutis e outras dimensões. Desfunções: Neuroses, irracionalidade, desorientação, fobias, histeria, obsessão;
  • Chakra Frontal – Ajna (6º Chakra: Localizado entre as sobrancelhas/Nota Musical A “Lá”, Mantra “Om”, Cor Azul); Funções: Intuição, percepção extra-sensorial, raciocínio lógico. Desfunções: Ganância, arrogância, tirania, rigidez, alienação;
  • Chakra Laríngeo – Vishuddha (5º Chakra: Localizado na garganta/Nota Musical G “Sol”, Mantra “Ham”, Cor Ciano); Funções: Comunicação, criatividade, iniciativas, independência. Desfunções: Fracasso, apatia, desespero, limitação, medo, insegurança, submissão;
  • Chakra Cardíaco - Anahata (4º Chakra: Localizado na região cardíaca/Nota Musical F “Fá”, Mantra Yam, Cor Verde e rosa); Funções: Sistema imunológico, amor próprio. Desfunções: Desilusão, pânico, depressão;
  • Chakra do Plexo Solar - Manipura (3º Chakra: Localizado na boca do estômago/Nota Musical E “Mi”, Mantra Ram, Cor Amarelo); Funções: Personalidade, vitalidade, ação, vontade, auto-estima. Desfunções: Ansiedade, preocupação, indecisão, negligência;
  • Chakra Umbilical - Svadhishthana (2º Chakra: Localizado na região do umbigo/Nota Musical D “Ré”, Mantra Vam, Cor Laranja); Funções: Reprodução, sexualidade, virilidade. Desfunções: Controle, desvio de sexualidade, solidão, ressentimentos, vingança, ciúme, inveja;
  • Chakra Básico – Muladhara (1º Chakra: Localizado na base da coluna vertebral/Nota Musical C “Dó”, Mantra Lam, Cor Vermelho e preto); Funções: Sobrevivência e existência terrena, ligação com a matéria. Desfunções: Raiva, impaciência, apego excessivo, materialismo, vícios, morte;
O espectro musical de uma determinada nota funcionaria como um prisma voltado especificamente para o contexto sonoro e ambientação mental.
Usando sabiamente este aparato e fazendo um paralelo entre ocultismo e musicalidade, uma ferramenta poderosíssima é criada, e pode ser responsável pela evocação (entidades e/ou arquétipos de poder), banimento (limpeza de ambientes/mental) e conquistas ritualísticas (dos mais diversos tipos). O psicodrama7 se torna ainda mais poderoso e completo quando imerso em tal contexto... Os rituais ganham mais ênfase e a câmara ritual mais poder.
De fato a música é uma influencia extremamente significativa na vida do ser humano, mas normalmente isso acontece inconscientemente tanto por parte dequem compõe, quanto de quem escuta.
O ocultista quando imbuído de tudo isto, aliando as habilidades musicais e sua criatividade é capaz de lançar-se a um desafio ainda mais completo e gratificante... Para além de um momento individualista e solitário... É capaz de contextualizar egrégoras8 inteiras, assim como performances rituais sonoras... Abrir portais para outros mundos, dimensões, através de sua música...
Um outro exemplo da aplicação da música no ocultismo e vice-versa é o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Esta é uma das práticas essenciais e básicas da IOT (Illuminates of Thanateros) e é uma adaptação dos tão já conhecidos Ritual Menor do Pentagrama / Ritual do Pilar do Meio (Golden Dawn/OTO)... No RGP primeiramente a intenção é a libertação de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o Self e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.
Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras citados anteriormente). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama9) Conforme descrito em sua concepção: “O corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom.”
Realizado tal processo, deve-se traçar em sentido anti-horário um pentagrama para cada um dos quatro cantos (Norte, Sul, Leste, Oeste). Ao concluí-los, deve-se novamente voltar ao início e entoar novamente as vogais.Segue o procedimento do ritual:
1) De pé, para qualquer direção que prefira.
2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "I", enquanto visualiza uma energia radiante na região da cabeça.
3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "E", enquanto visualiza uma energia radiante na região da garganta.
4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "A", enquanto visualiza uma energia radiante na região do coração e dos pulmões, que seespalha para os membros.
5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "O", enquanto visualiza uma energia radiante na região da barriga.
6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "U", enquanto visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o ânus.
7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até chegar à cabeça.
8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU, enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço esquerdo. O pentagrama deve ser visualizado com muita nitidez.
9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os pentagramas restantes com os mantras e as visualizações, até chegar ao ponto de partida.
10) Repita os números 2) até o 7), inclusive.
Notas:
1 Era Vulgaris; 2 O intervalo pode ser harmônico ou melódico, onde as notas são tocadas simultaneamente ou consecutivamente; 3 O sinal “#” (sustenido) corresponde ao acréscimo de 0,5 tom (semi-tom) na nota original; 4 Escala, do latim Scalla, significa escada. É o conjunto de sons sucessivos que mantém um padrão constante; 5 Chakra significa Roda em Sânscrito e representa um dos sete centros de energia do corpo humano dentro do Hinduísmo; 6 A parte não reprodutiva do corpo dos organismos vivos; 7 Via de investigação da alma humana mediante a ação; 8 Conjunção de pensamentos e energias provenientes de alguma fonte espiritual; 9 Vem do sânscrito e significa respiratório;